Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Cattleya intermédia Classificação das Variedades – III

Este é o terceiro de quatro texto que serão postados aqui sobre a proposta de Classificação das Variedades da Cattleya intermédia de autoria do orquidófilo Carlos Gomes.
Primeiro texto
aqui
Segundo texto
aqui

Categoria II - variedades classificadas pela forma do colorido da flor.

São aquelas flores em que o colorido forma desenhos na flor, independente do colorido, ou seja, as flores podem ter qualquer cor, o que define a variedade é a forma do colorido e não a cor propriamente dita. São elas:

1) albescens
2) puntata
3) maculata
4) orlata
5) marginata
6) multiforme
7) oculata
8) pseudo-tipo
9) striata
10) venosa

As variedades de forma de colorido das pétalas e sépalas tem predominância sobre as variedades de forma de colorido do labelo. Por exemplo: flor striata e orlata pertence à variedade "striata". Flor pintada e marginata pertence à variedade "puntata". Ou seja, "puntatas", "maculatas", "striatas" e "venosas" tem predominância sobre "orlatas", "marginatas", "multiformes", "oculatas" e "pseudo-tipos".

1) albescens - pétalas, sépalas e labelo brancos, com pequenas pintas de outro matiz, e/ou tendo a coluna rosada.

É como uma alba pintalgada, fazendo um belo efeito visual. Raríssimas plantas boas nessa variedade. Atualmente estão surgindo alguns clones melhores. Durante anos a "albescens do Stumpf" foi a melhor albescens existente.

Tecnicamente é uma "alba" com pintas, apesar de algumas apresentarem leve sopro rosado.Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e as mais largas possíveis. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano. O colorido deve ser branco homogêneo em toda a flor e as pintas devem ser bem nítidas e bem distribuídas podendo ser de qualquer cor.

2) puntata - pétalas e sépalas visivelmente salpicadas de pontos bem pronunciados (pintada). Labelo com lobo frontal de cor mais escura.

Variedade com boas plantas conseguidas por cruzamentos. São muito atraentes devido às pintas. Tecnicamente pode ter qualquer cor.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e arredondadas. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano e colorido mais forte do que o resto da flor. As pintas devem ser bem nítidas e bem distribuídas, podendo ser de qualquer cor.

3) maculata - caracteriza-se pelas máculas espalhadas nas pétalas e/ou sépalas. Exemplo:

C. intermedia var. maculata

É uma variedade quase artificial, quase todas as plantas colocadas nessa variedade, na verdade, são plantas infectadas com vírus (vírus do mosaico), como essa da foto, que causa o aparecimento de máculas coloridas na flor ("color break").

Algumas puntatas, às vezes, florescem com pintas aglomeradas e se transformam em maculatas.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e as mais largas possíveis. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano e colorido mais forte do que o resto da flor. As máculas devem ser bem nítidas e bem distribuídas, podendo ser de qualquer cor. Atenção especial deve ser dada às plantas viróticas que não devem ser expostas nem julgadas.

4) orlata - caracteriza-se pela acentuada coloração nas bordas frontais dos lobos laterais.Exemplo:

C. intermedia var. orlata "CG"


Variedade belíssima, pois apresenta labelo maior e muito colorido, corrigindo uma deficiência do labelo da C. intermedia que normalmente é pequeno e desproporcional à flor.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas, largas e arredondadas. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano e colorido mais forte do que o resto da flor. A parte frontal dos lobos laterais (orlas) deve ter colorido acentuado, igual ao lobo frontal formando uma faixa larga e bem nítida.

5) marginata - caracteriza-se pela propagação do colorido do lobo frontal pelas margens dos lobos laterais, com estas margens voltadas para fora, deixando a coluna, ou parte da mesma descoberta.

Variedade belíssima, de grande impacto visual! Ainda com poucas plantas de qualidade superior (pétalas largas e proporcionais.) Assim como as orlatas, o labelo grande dá equilíbrio às flores.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas, largas e arredondadas. O labelo deve ter lobo frontal plano e colorido mais forte do que o resto da flor, podendo ter abertura mostrando a coluna. As margens dos lobos laterais devem ter colorido acentuado, igual ao lobo frontal formando uma faixa larga e bem nítida.

6) multiforme - caracteriza-se por possuir desenhos variados no lobo frontal do labelo, não se encaixando em nenhuma outra categoria.

Variedade bastante difundida com os novos cruzamentos e com bons exemplares.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas, largas e arredondadas. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano e apresentando desenhos variados em qualquer colorido.

7) oculata - caracteriza-se por apresentar no lobo frontal do labelo, duas manchas simétricas, bem separadas, como se fossem dois olhos.Exemplo:


C. intermedia var. oculata "Nestor"


Outra variedade pobre em exemplares e quase todos de forma ruim. Os dois olhos devem ser bem parecidos e simétricos. Manchas variadas no labelo caracterizam outra variedade, a multiforme.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e as mais largas possíveis. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano e com as duas manchas simétricas de qualquer colorido.

8) pseudo-tipo - caracteriza-se por ter o lobo frontal com duas nuanças de colorido, separados por uma linha horizontal. A parte de baixo é de colorido mais escuro.

Variedade com poucas plantas disponíveis. A mais famosa foi a "pseudo-tipo do Kurt".

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e as mais largas possíveis. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano com duas cores.

9) striata - caracteriza-se pelas estrias nítidas ao longo das pétalas e/ou sépalas. (as "estrias" parecem estar pintadas por fora dos segmentos florais)

Variedade rara. As primeiras plantas encontradas eram de sépalas muito estreitas. Através de cruzamentos plantas de melhor forma técnica foram criadas.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e as mais largas possíveis. As estrias podem aparecer nas pétalas, nas sépalas ou em ambas O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano.

10) venosa - caracteriza-se pelas veias nítidas que apresenta na textura interna dos segmentos florais. (as "veias" parecem estar por dentro dos segmentos florais.)

Variedade raríssima. Quase todas descendem da venosa "Heitor", planta de mato. Os cruzamentos feitos com ela, infelizmente, não melhoraram essa variedade.

Nota para julgamento: as sépalas devem ser largas, planas e igualmente espaçadas. As pétalas devem ser planas e as mais largas possíveis. As veias devem ser bem nítidas nas pétalas e sépalas. O labelo deve ser tubular com lobo frontal plano.

Fonte: http://www.orquidariocarlosgomes.com/

1 comentários:

NILGAZZOLA disse...

otimo, bom adorei, mais ainda não sei qual é a minha intermedia, porém fiquei sabendo de muitas coisas que eu desconheceia. Obrigada! Continue assim. Boa Sorte!