Vamos fazer uma Descrição Cromática e Configuracional de uma Cattleya labiata. Por favor passem à reparar também na maneira de escrever o nome de uma planta. Essa maneira poética de descrever uma labiata foi a melhora forma que encontrei de fazer qualquer um que o leia entender prontamente sua anatomia.

Cattleya labiata amethistina 'D. Norma Dreher'
Certamente não é a labiata mais bem formada que eu tenho.
Porém é uma planta de muita história e beleza.
Forma:
Sépala dorsal bem alargada, dando ótimo fundo para as duas pétalas. Sua ponta apresenta leve curva posterior,mas sem tirar seu charme.
Sépalas inferiores perfeitas, tanto na largura como na exatidão de suas linhas. Pontas incrivelmente retilíneas. A angulação que as sépalas fazem é perfeita, concordante com os famosos 120º exigidos.
Pétalas bem arredondadas, porém com um leve defeito, pois mostra uma pequena procidência posterior das pontas. Mas a elegância esta mantida, graças á curvatura superior que ambas apresentam.
Vínco (ou nervura da pétala) muito bem marcado, tanto anatomicamente como pela cor.Por fim, embelezando ainda mais essas pétalas, ambas concorrem com belo e delicado franjeado em toda a volta.
Tubo do labelo é quase retilíneo, muito pouco curvado. Ocupa magistralmente o centro da flor, mas para meu modo de classificar, acho um tanto elipsóide. Prefiro os mais circulares.
Lobos inferiores com pronunciada comissura inferior, sendo suas abas encurvadas uma para fora outra para dentro. Lobos superiores se tocam mas não se transpassam, deixando assim á mostra a coluna com sua antera. Por fim toda a volta do conjunto de lobos é ricamente marcado por um delicado franjado.
Cor:
Pois bem, se em termos de forma essa flor não lá essas coisas, já em termos de cor, um espetáculo à parte. Existe nitidamente uma diferença de cor entre sépalas e pétalas.
Sépalas são exageradamente verdes, quase sem medo de o ser.Um verde mesclado, marcado pelos vasos.
As pétalas são quase alvas, não fosse um sopro delicado, principalmente nas extremidades, de um matiz onde foi finamente misturado o róseo bebê com o lavanda mais claro que se pode ter. Já o centro das pétalas são marcados pelo verde, que acompanha as sépalas.
O cone do labelo, na sua face posterior é praticamente alvo.
Internamente, o que se nota são veias fabulosas , da rara cor amethista; da mesma cor que ficou o cristal de Diana, depois que Bacco derramou seu cálice de vinho.
Que cores enebriantes.O mais interessante é que não se concentra somente nas veias, como se fosse um rio na enchente, vasa a bela cor para fora das veias, tingindo delicadamente ao redor por onde as veias passam. Em número de seis, marcham lobo central a dentro até desaguarem na fauce, onde tomam um matiz mais atro, quase enegrecido, derramado como vinho sobre toalha branca.
Tomado de engrossamento pela união das veias, eis que surgem duas únicas veias adentrando fauce e garganta, determinado aqui que esta planta é realmente descendente da 'canoinha".
O que se vê é a amethista tomando a garganta, penetrando pelo seus veios citrinos, para na encosta da coluna manchar da cor do vinho, formando um leque espetacular.
O matiz citrino, não se dando por vencido, toma o cone internamente e sobe ao sopé dos lobos laterais, praticamente atingindo os lobos superiores.
Portanto, de forma mais acadêmica poderemois dizer que se trata de:
Cattleya labiata venosa amethistina, 'D. Norma Dreher'.
Eu dou os parabéns para quem chegou até aqui.
Aliás gostaria de saber quem chegou até aqui......por favor...
Que paciência voces têm ...
abraços
Angelo
Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/orquideas/
Porém é uma planta de muita história e beleza.
Forma:
Sépala dorsal bem alargada, dando ótimo fundo para as duas pétalas. Sua ponta apresenta leve curva posterior,mas sem tirar seu charme.
Sépalas inferiores perfeitas, tanto na largura como na exatidão de suas linhas. Pontas incrivelmente retilíneas. A angulação que as sépalas fazem é perfeita, concordante com os famosos 120º exigidos.
Pétalas bem arredondadas, porém com um leve defeito, pois mostra uma pequena procidência posterior das pontas. Mas a elegância esta mantida, graças á curvatura superior que ambas apresentam.
Vínco (ou nervura da pétala) muito bem marcado, tanto anatomicamente como pela cor.Por fim, embelezando ainda mais essas pétalas, ambas concorrem com belo e delicado franjeado em toda a volta.
Tubo do labelo é quase retilíneo, muito pouco curvado. Ocupa magistralmente o centro da flor, mas para meu modo de classificar, acho um tanto elipsóide. Prefiro os mais circulares.
Lobos inferiores com pronunciada comissura inferior, sendo suas abas encurvadas uma para fora outra para dentro. Lobos superiores se tocam mas não se transpassam, deixando assim á mostra a coluna com sua antera. Por fim toda a volta do conjunto de lobos é ricamente marcado por um delicado franjado.
Cor:
Pois bem, se em termos de forma essa flor não lá essas coisas, já em termos de cor, um espetáculo à parte. Existe nitidamente uma diferença de cor entre sépalas e pétalas.
Sépalas são exageradamente verdes, quase sem medo de o ser.Um verde mesclado, marcado pelos vasos.
As pétalas são quase alvas, não fosse um sopro delicado, principalmente nas extremidades, de um matiz onde foi finamente misturado o róseo bebê com o lavanda mais claro que se pode ter. Já o centro das pétalas são marcados pelo verde, que acompanha as sépalas.
O cone do labelo, na sua face posterior é praticamente alvo.
Internamente, o que se nota são veias fabulosas , da rara cor amethista; da mesma cor que ficou o cristal de Diana, depois que Bacco derramou seu cálice de vinho.
Que cores enebriantes.O mais interessante é que não se concentra somente nas veias, como se fosse um rio na enchente, vasa a bela cor para fora das veias, tingindo delicadamente ao redor por onde as veias passam. Em número de seis, marcham lobo central a dentro até desaguarem na fauce, onde tomam um matiz mais atro, quase enegrecido, derramado como vinho sobre toalha branca.
Tomado de engrossamento pela união das veias, eis que surgem duas únicas veias adentrando fauce e garganta, determinado aqui que esta planta é realmente descendente da 'canoinha".
O que se vê é a amethista tomando a garganta, penetrando pelo seus veios citrinos, para na encosta da coluna manchar da cor do vinho, formando um leque espetacular.
O matiz citrino, não se dando por vencido, toma o cone internamente e sobe ao sopé dos lobos laterais, praticamente atingindo os lobos superiores.
Portanto, de forma mais acadêmica poderemois dizer que se trata de:
Cattleya labiata venosa amethistina, 'D. Norma Dreher'.
Eu dou os parabéns para quem chegou até aqui.
Aliás gostaria de saber quem chegou até aqui......por favor...
Que paciência voces têm ...
abraços
Angelo
Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/orquideas/
6 comentários:
Olá,parabéns pelo texto,cultivo Orquídeas mas sou leigo em descrever e identifica-las...Poderia me ajudar a identificar umas Orquídeas que tenho?
Atenciosamente.
Antonio Carlos
Oi Antonio Carlos, no que eu puder ajudar estou por aqui
abç
Carla
Como posso te enviar algumas fotos para serem identificadas?
Abs
Antonio Carlos
Oi Antonio Carlos, de uma olhada no tópico a direita onde fala Forum e Grupos de discussão sobre orquídeas, eu participos dos quatro que estão ai, porque você não participa também, ai teriam mais pessoas para lhe ajudar na identificação de suas plantas e também iria aprender muuuuiiiittttooo sobre o cultivo de orquídeas
Caso não queira me avise que lhe passo meu e-mail
abç
Carla
Olha se puder me passar seu e-mail...
Obrigado.
Antonio Carlos
carlaorquideas@yahoo.com.br
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